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Alfabetização é meta prioritária do Rotary International e da Organização das Nações Unidas

Neste mês o Rotary International dedica suas atenções à alfabetização e à educação. Para felicidade dos brasileiros e da população de outros países da América do Sul, temos evoluído em alfabetização nos grandes centros urbanos e nas regiões desenvolvidas. Este mal só não está reduzido a taxas mínimas em função da migração constante das áreas menos desenvolvidas e da imigração de países de baixa renda em busca de novas oportunidades, como estamos observando no caso dos cerca de 2.000 haitianos que aportaram em nossas terras.

O governo brasileiro, por meio do MEC e dos governos estaduais e municipais, tem se preocupado com a questão e vem destinando cerca de 25% a 30% do seu orçamento para a aplicação no setor educacional. Grande parte destes recursos são carreados para a tentativa de erradicação do analfabetismo.

O Rotary no Brasil e na América do Sul, por sua vez, tem se empenhando de maneira eficiente neste sentido, haja vista que nos últimos 20 anos foi implantado o programa do Rotary International denominado Lighthouse. Esta grande iniciativa obteve participação efetiva de todos os distritos brasileiros, em especial os mineiros, pernambucanos e paranaenses, com destaque para o trabalho do diretor 1999-2001 do RI, Hipólito Ferreira, e dos ex-governadores distritais Carlos Alberto Araújo Peçanha, Jório Coelho, Eduardo Krafetuski, Edison Rodrigues de Lima e Francisco Borsari Netto e das suas respectivas equipes de trabalho.

Na realidade, o Lighthouse assemelha-se bastante ao sistema do laureado pedagogo Paulo Freire (1921-1997), que foi um dos ícones brasileiros no processo de alfabetização na década de 1960. Esses rotarianos se dispuseram a orientar praticamente o Brasil e a América do Sul na propagação da metodologia de alfabetização criada pelo Rotary International.

A partir de 2013, com a implantação do Plano Visão de Futuro da Fundação Rotária, teremos mais recursos para aplicar em educação, pois este é um dos enfoques considerados sustentáveis. A alfabetização, o saneamento básico, a saúde e os recursos hídricos são áreas que poderão minimizar as diferenças sociais na humanidade e em especial no Brasil e na América do Sul.

Pelos últimos dados do IBGE em sua Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2009, a taxa geral de analfabetismo no Brasil é de 8,9%. Mas existem alterações significativas, dependendo da região e também das faixas etárias, que podem levar tais índices de 1,8% a 12%.

Um país somente será livre, independente, economicamente sustentável e com plena democracia quando os seus cidadãos forem alfabetizados e educados nas letras e nos números, na interpretação do que se vê e se lê e, principalmente, forem educados no contexto da formação profissional.

O Brasil se destacou

Estivemos acompanhando os governadores eleitos brasileiros, portugueses e da América do Sul na Assembleia Internacional em San Diego, EUA, em janeiro. Víamos no semblante de cada um e de seus respectivos cônjuges a felicidade e a motivação geradas pelos treinamentos.

Os líderes de treinamento do Rotary de língua portuguesa José Luiz Fonseca, Paulo Augusto Zanardi e Francisco Schlabitz, assim como os de língua hispânica Julio Santisteban, Hector Plaza e Miguel Ángel Martínez, ao lado de seus cônjuges, tiveram participação efetiva e eficiente em San Diego. Eles transmitiram com muita competência as orientações emanadas do Rotary International, assim como deste diretor.

Agora esperemos que os governadores 2012-13 cheguem em seus distritos e repassem nos Pets, Gats, assembleias distritais e conferências a maravilha do Rotary e em especial a nossa internacionalidade.

Antiório no conselho

Para nossa felicidade, no Conselho Diretor do RI conseguimos sensibilizar todos os diretores, o presidente atual, Kalyan Banerjee, e o futuro presidente Sakuji Tanaka, sobre a importância e a necessidade de se declarar São Paulo como sede da Convenção Internacional do Rotary no Brasil.

Neste espaço agradeço a consideração a mim dispensada pelo pessoal do Rotary International e aos diretores e presidentes que consolidaram a propositura do Brasil.

Peço a todos os brasileiros que se unam a nós para realizarmos em 2015 a maior convenção mundial dos últimos tempos.

O fantasma já era

Sim, o fantasma do redistritamento não existe mais. Os distritos brasileiros em sua totalidade, conforme nossa recomendação, conseguiram atingir os 1.200 associados propostos pelo Conselho de Legislação e referendado pelo Conselho Diretor do RI. Temos tido algumas baixas, porém as reposições são imediatas. Vamos incentivar todos os clubes a buscar mais associados para espantarmos de vez o redistritamento.

Nos países da América do Sul estamos dialogando com os diversos distritos para conseguirmos os mesmos resultados. Sugerimos que os governadores atuais e futuros dialoguem para encontrar uma proposta a ser encaminhada ao Conselho Diretor do Rotary International e, assim, modificarmos os limites territoriais. Vamos trabalhar intensamente até o fim para mostrarmos que na América do Sul e no Brasil existem rotarianos de verdade, que conhecem a si mesmos e serão sempre capazes de envolver as comunidades e em especial a humanidade.

* O autor é José Antonio Figueiredo Antiório, diretor 2011-13 do Rotary International.

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